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No Brasil estima-se que a cada 100.000
mulheres, 51 desenvolveram câncer de
mama apenas no ano de 2008. É o tumor
maligno mais
comum nas mulheres e representa cerca de 22% de
todos casos novos de câncer em mulheres.
A sua ocorrência destaca-se em mulheres
a partir dos 35 anos. Entretanto,
torna-se comum, pacientes cada vez mais
jovens diagnosticarem câncer de mama.
Esta doença é uma das principais causas
de morte em mulheres em todo o mundo. Os
homens também podem apresentar câncer de
mama, porém com o risco 100x menor.
Sintomas
- Presença de nódulo
palpável na mama, geralmente
não doloroso.
- Alterações na pele da mama:
abaulamentos, retrações ou aspecto casca
de laranja
- Nódulos palpáveis em axila
- Saída de secreção pelo mamilo (exceto
lactação relacionada à gestação)
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Fatores de risco
- Fatores ambientais:
exposição à radiação
ionizante em idade inferior
a 35 anos
- Fatores nutricionais: ingestão regular
de álcool, excesso de ingestão de
gorduras e carnes vermelhas
- Fatores reprodutivos: não ter filhos,
1º. filho após os 30 anos
- Fatores hormonais: menarca precoce,
menopausa tardia, uso de
anticoncepcionais orais por longo tempo
ou início quando muito jovem e terapia
de reposição hormonal superior a 5 anos.
- Fatores imunológicos: doenças
imunossupressoras
- Fatores genéticos: antecedente
familiar de câncer de mama,
principalmente em parentes de 1º grau
(pais, irmãos ou filhos) antes dos 50
anos - cerca de 10% das pacientes com
tumor de mama tem pelo menos 1 familiar
com o mesmo câncer. Mutações de genes
que inibem a formação de tumores
mamários (BRCa-1 e BRCa-2).
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Classificação Os tumores são classificados usando-se
diversos critérios que influem na
gravidade do câncer e determinam os
tratamentos a serem aplicados e sua
sequência
- Tipo histológico:
Tumores malignos próprios da glândula
mamária:
- Carcinoma Ductal – 85% dos tumores
- Carcinoma Lobular – 5 a 10% dos
tumores
- Carcinoma Medular – 2 a 5% dos tumores
- Outros carcinomas
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Outros tumores malignos:
- Sarcomas
- Metástases
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Tamanho: tumores de até
2cm têm melhor
prognóstico.
- Comprometimento da pele e músculos:
ocorre em doenças localmente avançadas
- Comprometimento de linfonodos –
PRINCIPAL FATOR PROGNÓSTICO
- Presença de necrose e invasão de
nervos.
- Presença de tumor à distância
(metástase)
- Presença de receptores hormonais
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Diagnóstico e Prevenção
É impossível a prevenção total do câncer
de mama. O diagnóstico precoce ainda é a
principal arma para cura da doença já
instalada. O exame clínico das mamas,
feito por um médico, apresenta o mesmo
valor que a mamografia no diagnóstico do
câncer de mama. Entre os métodos,
destacam-se:
- Auto-exame: deve ser realizado na 1ª.
semana após o ciclo menstrual, a partir
da menarca. Não deve ser o único método
de detecção empregado.
- Exame clínico das mamas: deve ser
realizada anualmente, a partir da
menarca.
- Exames de imagem: a critério médico.
- Biópsias: a critério médico.
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No Brasil, o Ministério da Saúde
recomenda para rastreamento
populacional:
- mulheres de 40 a 49 anos: exame
clínico manual (consulta médica) anual
- mulheres de 50 a 69 anos: exame
clínico manual e mamografia a cada dois
anos
- mulheres com parentes de 1º grau com
câncer de mama: exame clínico manual e
mamografia anuais.
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Tratamento
- CIRURGIA: SEMPRE ESTARÁ
INDICADA, antes ou após
outros tratamentos,
dependendo da gravidade da
lesão. (Ver
Cirurgia Oncoplástica)
- Pesquisa do linfonodo sentinela:
indicada em casos sem aparente
comprometimento de linfonodos,
evitando-se a retirada de todos
linfonodos axilares e suas complicações.
- Hormonioterapia: utilizada em tumores
que possuem receptores hormonais
- Quimioterapia: indicada de acordo com
o tipo e gravidade do tumor
- Radioterapia: aplicada na maioria das
cirurgias poupadoras de glândula e nos
tumores mais graves.
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Prognóstico
Tumores diagnosticados e tratados quando
o tumor está menor que 2cm sem
comprometimento axilar: cura superior a
90%
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