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Quem pode reconstruir?
Reconstruções mamárias devem ter como
objetivos a reposição do tecido perdido
e restituição da forma e de estruturas
que caracterizam a mama (seio, aréola,
papila e sulco inframamário). Desta
maneira, esta cirurgia é de competência
do cirurgião plástico (consulte o site:
www.cirurgiaplastica.org.br).
Quem pode submeter-se à reconstrução?
Toda e qualquer paciente pode
submeter-se à reconstrução mamária.
Entretanto, deve haver o desejo da
paciente e indicação do cirurgião
plástico, que levará em consideração as
condições clínicas da paciente, a
gravidade do tumor, a necessidade de
outros tratamentos na sequência da
cirurgia etc.
Quando operar?
A reconstrução de
mama pode ser realizada imediatamente
após a retirada do tumor (reconstrução
imediata) ou após um determinado tempo -
meses ou anos - (reconstrução tardia).
O primeiro fator a determinar o tempo da
reconstrução é o desejo da paciente,
devendo ser orientada do tempo que deverá aguardar
se optar pela reconstrução tardia e do
trauma de despertar da cirurgia sem
mama.
Deve-se considerar a reconstrução como
uma cirurgia à parte da cirurgia
oncológica (retirada do tumor), pois, em
quase todas as oportunidades, o
cirurgião plástico aguarda o término do
trabalho das equipes de mastologia e
patologia (quando indicada). Esta
primeira etapa pode durar menos de 1
hora até 3 horas. Assim, a capacidade
(boa condição clínica) da paciente de
submeter-se a uma 2ª. cirurgia na
sequência é determinante na
possibilidade de realizar a
reconstrução.
Evidentemente, as pacientes com menor
agressividade do tumor irão
beneficiar-se mais da reconstrução,
devido à chance de cura ou de sobrevida
mais longa. Por outro lado, pacientes
com tumores muito agressivos podem
necessitar de reconstrução imediata para
cobertura da área de retirada do tumor.
Resumindo:
Reconstrução
imediata: pacientes que solicitam
a reconstrução e apresentam condições
clínicas para submeterem-se a cirurgia
prolongada.
Reconstrução
tardia: pacientes que já
retiraram o tumor e receberam tratamento
adjuvante (quimioterapia e
radioterapia), quando indicados, possuem
condições clínicas para realização da
cirurgia e não apresentem sinais de
recidiva do tumor.
Quantas
cirurgias são necessárias?
Se não houver a perda da aréola,
geralmente: 1 cirurgia.
Se for necessária a reconstrução da
aréola, geralmente: 2 cirurgias.
Estas estimativas poderão ser
influenciadas por:
- Uso de retalhos à
distância
- Necessidade de operar a
outra mama
- Realização de
radioterapia após a 1ª
cirurgia
- Troca de expansor
temporário por prótese
- Desejo de melhora do
resultado estético.
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A mama reconstruída será igual à outra
mama?
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O objetivo da reconstrução é que as
mamas fiquem semelhantes.
Excetuando-se as reconstruções que são
realizadas apenas com a própria mama
remanescente, deve-se levar em conta que
a composição e consistência das mamas
serão diferentes.
A mama que recebe radioterapia
apresentará elasticidade e coloração
diferente da outra mama.
Estas duas situações determinam o
envelhecimento diferente das mamas. Uma
mama irá cair e atrofiar mais que a
outra com o passar dos anos.
Por estes motivos, pequenas diferenças
devem ser aceitas pela paciente e pelo
cirurgião. |
Preciso operar a outra mama?
Na maioria das pacientes, a melhor
simetria da mama reconstruída é
alcançada com a mamoplastia da mama não
doente. Principalmente nas mulheres mais
velhas, existe uma indicação estética
para operar a outra mama, sendo
necessário o desejo da paciente e a
indicação do cirurgião plástico.
Não se consegue reconstruir mamas
gigantes ou com grande queda, sendo
indicações precisas para a cirurgia.
Em pacientes com mamas de tamanho e
forma adequados, pode-se evitar a
intervenção da mama sem câncer,
utilizando-a como “fôrma” para a
reconstrução.
Devo e
posso fazer mamografia/ultrassom da mama
reconstruída?
Sim. Devido a chance de recidiva
tumoral, mesmo nos casos de mastectomia
radical, indicamos os primeiros exames
após 6 meses de cirurgia.
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